quinta-feira, 28 de junho de 2012

Amor de Mãe

Fiquei estupefato quando vi a notícia da mãe que aparece tranquilamente em um vídeo de segurança entrando com seus dois filhos no prédio onde mora na Rússia e no momento seguinte, alguns minutos depois de atirá-los do 15º andar, saindo como se nada houvesse acontecido. Ao ser abordada pelos vizinhos que gritavam apavorados: 'não são seus filhos que acabaram de cair do prédio?' ela simplesmente dizia 'são sim, eu mesmo os joguei'. E quando perguntaram a ela o motivo: 'estava com o saco cheio deles'.

Ver crianças saltitando de infantil alegria em um momento e estateladas no chão minutos depois e ainda saber que a causadora da queda fatal foi a própria mãe me deixou bastante desconfortável. Então decidi procurar respostas. O que levaria uma mãe a fazer coisa deste tipo? Fui ao Google e digitei 'mãe mata filhos' e qual não foi a minha surpresa ao ver a inúmera quantidade de casos. E muitos deles com requintes macabros de crueldade, como uma mãe de Jundiaí que decapitou o filho de 6 anos e abriu o peito da filhinha de 1 ano com uma serra elétrica. Mãe que comeu o filho, mãe que os estrangulou o bebê porque ele, chorando, não a deixava jogar Farmville, mãe que matou os filhos porque não queria entregá-los à guarda do pai...

Os casos se empilham em páginas e páginas de horror, todos em jornais renomados, confirmados por outros e mais outros. Eu gostaria muito que tudo não passasse de sensacionalismo de blogueiros funestos, mas não é. Então me pego apavorado pensando no que ainda significará o termo 'amor de mãe'. Sempre usamos esta frase para nos referir ao mais puro e desinteressado de todos os sentimentos humanos. E agora somos soterrados por notícias e mais notícias de mães que abandonam seus fetos em lixeiras ou jogam seus bebês me córregos e agora, que matam seus já crescidinhos filhos como não matariam galinhas. Entendo melhor minha tácita indignação ante à enorme comoção que vem causando maltratar um animal contrastando com a gélida indiferença diante casos de infanticídio materno. Ninguém dá a mínima!
Me lembro da minha mãe, brava comigo por alguma besteira que fiz, algumas vezes até me dando uns tapas. Lembro que sentia que tinha feito coisa errada, especialmente por ter deixado alguém normalmente tão terna e carinhosa comigo ficar tão brava. Mas tinha certeza de que, passada a crise, poderia contar com carinho, apoio e proteção. Hoje, os pais cercam seus filhos com artifícios para se escusarem de ser pais e não conseguem ver que isso os afasta inexoravelmente do seu papel mais nobre na vida. E quando todo o inalcançável vento que perseguem desaparece, voltam frustrados para suas casas e descarregam toda a ira represada por uma vida fútil e sem sentido em suas pobres crianças.

E assim vamos indo rumo ao fim. Até lá, que atrocidades ainda teremos que presenciar?

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Gestão


Gestão é administração, é estar no controle, ou pelo menos tentar estar. A gestão está em tudo, desde que um ser compreendeu que pode e deve gerir, desde que um homem percebeu que pode praticar a gestão sobre algo e, acima de tudo, sobre alguém.

Nas organizações humanas, obviamente compostas de pessoas, gestão também é sugestão, gerir é sugerir. Não obrigamos mais as pessoas pela força. Fazemos isso pela persuasão. A palavra sugestão cai como uma luva. Será que dizemos motivar, quando queremos dizer sugestionar? Será que dizemos convencer quando queremos dizer apenas vencer? 

Gestão é domínio - domínio da situação. Antes era apenas domínio do mais forte sobre o mais fraco, do mais rico sobre o mais pobre, do mais habilitado sobre o limitado. Mas agora, mais do que nunca, é o domínio do mais inteligente.

Domínio aqui, não é uma palavra ruim. Domínio nem sempre é prejudicial. O gestor às vezes quer o bem de todos e luta por isso, nem que seja na família da qual é o pai ou a mãe, ou na igreja onde é diácono, padre ou pastor, na empresa onde é gerente ou no bairro onde é líder da associação de amigos.

Mas a gestão está em tudo isso: gestão do tempo, gestão de pessoas, gestão do conhecimento... Temos uma sina: gerir alguma coisa. Alguns podem gerir muitas coisas, outros apenas algumas, mas todos devem ser, pelo menos, gestores de suas vidas. Porém, quase sempre são escravos dela. E por mais que se nos ensine, a gestão de nossas vidas é uma disciplina solitária; cheia de professores, mas solitária.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Suppose someone give you a pen

Não sei quem é o autor, mas achei bonito e traduzi. Já é a terceira vez que posto isso em algum lugar... porque acho que vale a pena. Segue:

Suponha que alguém lhe tenha dado uma caneta – Uma caneta selada de cores variadas.

Você não pode ver quanta tinta tem na caneta. Ela pode falhar logo nas primeiras linhas ou ter tinta suficiente para criar uma obra prima (ou várias obras-primas) que podem ficar para sempre e fazer diferença no esquema das coisas. Mas você não saberá antes de iniciar.

Pelas regras deste jogo, você realmente nunca saberá. Você tem que aproveitar a chance!

Na verdade, nenhuma regra deste jogo obriga você a fazer algo. Ao invés de pegar a caneta e utilizá-la, você pode simplesmente abandoná-la sobre a mesa ou dentro de uma gaveta onde ela secará, inutilizada. Mas se você decidir utilizá-la, o que deverá fazer com esta caneta?

Deveria planejar e planejar antes de escrever cada palavra? Ou seriam seus planos tão ambiciosos que você jamais conseguiria escrever? Ou você simplesmente pegaria a caneta, mergulharia completamente nisso, lutando para manter-se no ritmo dos tornados e torrentes de palavras que o levam para onde elas querem?

Escreveria com cautela e cuidado, como se a caneta pudesse secar a cada momento, ou fingiria acreditar que a caneta escreveria para sempre e agiria como se isso fosse verdade?

E sobre o que escreveria? Sobre o amor? Ódio? Diversão? Miséria? Vida? Morte ? Nada? Tudo? Escreveria você apenas para seu próprio agrado? Ou de outros? Ou escreveria para outros? Suas palavras seriam trêmulas e tímidas ou brilhantemente fortes? Seriam um jardim, ou um deserto árido?

Mas, enfim, você escreveria? Desde que você tenha a caneta, não há regras que o obriguem a escrever. Você esboçaria algo? Rabiscaria? Faria seus rascunhos? Traçaria você as linhas, ou escreveria sobre elas, ou não haveria linha nenhuma, mesmo que houvesse muito a escrever? Há aqui muito a pensar, não há?

Então, agora suponha que alguém lhe tenha dado uma vida...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Queda Livre

Este é o meu ano da decepção.

Acho que nunca vi tantas expectativas minhas terminando em frustração em um espaço tão curto de tempo. Estive olhando os gráficos da minha vida e comparei minhas realizações com meu grau de satisfação. Olhando apenas para a linha das realizações, me considero alguém acima da média. Mas quando olho para meu declinante grau de satisfação, me vejo cumprindo a maldição que reza que realizações e satisfações só se encontram se estiverem baseadas em nossa essência.

Eu acho que traí minha essência. Vivo uma nova adolescência ao me aproximar dos 40 anos sem saber se estou pronto para encarar o que ainda vem, ou se prefiro ficar amargando as desilusões que já vivi. Qualquer que seja a minha opção, não escapo de experimentar mais um pouco do fel da vida.

Não adiantam mais os manjados trocadilhos de autoajuda, as frases de efeito e todas esta besteirada de “everything's gonna be allright”. Sou parte do gado mais bovino da terra, que pasta assustado no meio de uma savana de predadores perniciosos. A consumação é só questão de tempo.

Sinto pena daqueles que estão a cair de um prédio de 70 andares e comemoram com bolo, festa e velas quando passam velozmente por cada andar rumo ao chão... e todos fazendo planos. É claro que é para se esquecer tanto da condenação quando da execução da sentença.

Enfim, diriam os otimistas, vamos aproveitar que a festa vai acabar.

A festa já acabou faz tempo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Gosta de Vinhos Caros?

Gosta de vinhos caros? Não faz diferença? Não faz mesmo.
Veja a matéria no UOL clicando aqui.
Eu sempre achei que, mesmo gostando de vinho, depois dos R$ 50,00 meu paladar não era capaz de entender a diferença. Me achava um despaladarizado. No final, não sou.
No final, no final mesmo - apenas vaidade.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Liderar

Sabemos que liderar não é das tarefas mais fáceis.

As pessoas desejam líderes que as conduzam para onde elas querem ir, mas nem sempre para onde elas precisam ir. Logo, ser líder é saber a diferença entre querer e precisar. O mundo chegou onde está porque há mais líderes que fazem o que querem do que aqueles que fazem o que é preciso.

E nós sabemos que é necessária muita coragem para escolher entre uma coisa e outra. Logo, um bom líder tem que ser corajoso e fazer o que tem que ser feito, em detrimento daquilo que gostaríamos de fazer.

Por fim, um bom líder tem que distinguir entre a vontade maior, que orienta o universo e a vontade coletiva dos liderados, que nem sempre está em harmonia com a primeira. Logo um bom líder tem que ser sábio.

Embora todos, de alguma forma, queiram ser líderes e até experimentem a liderança em um momento ou outro, nem todos estão prontos para fazer isso. E aqueles que estão prontos não querem. Logo, um homem lidera outros porque precisa fazer isso, mas dificilmente porque quer. Porque se ele faz apenas porque quer, ainda não discerniu a diferença entre querer e precisar. Então ainda não está pronto para liderar.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Prostituição Social

Acabo de ler que ex-participantes de um destes irreality shows estão cobrando até vinte mil Reais para ficarem duas horas em uma festa. São dois absurdos. Primeiro alguém cobra para fazer um "social". Segundo alguém paga. Uma verdadeira prostituição social.

É exatamente como na prostituição sexual. O sujeito é tão incapaz que, para ter companhia, tem que pagar. No caso em questão, o sujeito é tão irrelevante e seus convidados tão idem, que é necessário pagar para um suposto importante ficar lá por umas duas horinhas.

Ah nosso mundo de aparências... Já diziam que as pessoas gastam dinheiro que não tem, para compra coisas de que não precisam, para impressionar pessoas de quem não gostam. E não é isso o que acontece o tempo todo? Ninguém se permite avaliar pelo que é, mas pelo que tem. E as pessoas não valem mais que isso mesmo. Não há preocupação com o ser em si. A única coisa que vale é o que você tem.

Na década de 30, muitos especialistas diziam que em apenas mais uns 50 anos, a tecnologia teria avançado tanto que deveríamos trabalhar apenas dois dias por semana. O tempo restante seria usado para coisas mais nobres como aumentar a cultura, fortalecer laços fraternos e etc. A tecnologia, de fato, chegou, mas cadê o tempo extra para fazer coisas mais louváveis do que trabalhar ensandecidamente? Ora, o tempo extra é usado para trabalhar mais para comprar "besteiras" que não só não existiam na década de 1930, como são supérfluos hoje vendidos como indispensáveis. As pessoas aceitam o engodo e se matam para comprar e manter um monte de coisas sem as quais viveriam normalmente.

Então é isso. Continue vendendo seu tempo e afeto para comprar bugigangas. No final, tudo fará uma diferença enorme. Espere para ver...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mais um final de ano

De novo.
Se você está lendo isso e puder fazê-lo nos próximos dezembros, poderá acompanhar que nada mudou, ano após ano.

Você vai passar pelo carnaval, páscoa, dia das mães, dia dos pais, natal e ano novo. Vai ter que ligar para um monte de 'amigos' e felicita-los não sabe pelo quê. Vai gastar dinheiro comprando alguma bugiganga para dar de presente a alguém que completou um ciclo de mais 12 meses de vida. Aliás vai ficar meio resignado porque não entende por que é que alguém pode ficar feliz em receber um presente se sabe que você será obrigado a dá-lo. E ai de você se esquecer. E qualquer presente que você der fora destas épocas não vão redimi-lo caso se esqueça nas referidas datas.

Vai ter que participar de algum dia de “alguém” ou “algo” e pode até ser que peçam para você fazer discurso. Vai fazer as mesmas besteiras que tem feito e que fizeram antes de você sabe-se lá desde quando.

É assim que funciona. Você vai ser convencido de que isso é o que importa na vida. Todo o resto existe em função disso. Você rala 300 dias por 10 festas no ano. Aí tira um monte de fotos de tudo e depois coloca no seu site preferido de relacionamento.

O importante é que nesse processo, não deixemos de comer nossa grama sem erguer muito a cabeça. Porque se fizermos isso, corremos o risco de descobrir que essa ilusão toda é só para nos manter fazendo a nossa parte subserviente e conveniente nesse rebanho de condenados.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vanusa e Mico Nacional

Essa é muito boa. Se ainda não viram, apontem seus navegadores para:

Vanusa canta mico nacional.

E assistam uma interpretação interessantíssima do Hino Nacional Brasileiro.

Acredito que tenha sido a mais providencial e contextual de todas as interpretações. A coisa está tão descontrolada e desavergonhada no comando da nação que um hino da loira doida é o dingle da hora. E os caras ficam impávidos, assistindo a coisa como se fosse mesmo séria.

Parabéns à Vanusa hehehe. De todas as coisas que ela já produziu, esta foi a mais brasileira.

No more comments..

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Quer virar um diamante?

Imaginem!
Criaram uma forma de converter defuntos em pedras preciosas (leia mais clicando aqui).
Se você tiver dinheiro, ao invés de virar grama, ou goiaba de cemitério, poderá se tornar um belo diamante. Dizem até que os diamantes criados com esta técnica têm cor que varia de acordo com a "personalidade" do morto. Sabe aquelas pessoas que dizem que têm uma personalidade forte? Então, é uma pena que não poderão conferir a cor do diamante em que se converteram.
Os ricos sempre inventam formas nobres de desaparecer. Quem não fica maravilhado com as pirâmides? E com o cemitério da Consolação? Tem criptas lá muitas vezes mais caras do que muitas casas. O morto mora melhor que muito vivo. E agora os mortos serão eternizados em pedras.
Doce e derradeira ilusão. Como diz lá em Eclesiastes: “Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede, como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó tornarão...
O mais engraçado disso tudo é que era mania usar dente, osso, pata, marfim de bicho morto. Agora vamos começar a andar com pedaço de "gente" morta pendurado pelo corpo. O sábio estava ou não estava certo?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mais um deus.

Morreu mais um superstar. Paciência, para morrer basta estar vivo.
Mas o cara estava falido, sem grana e planejando uma turnê para levantar as contas dele e dos irmãos (talvez).
O caso é que, morto o homem, nasce um 'deus'. Mesmo que há duas semanas se tratasse apenas do ícone do fracasso e do exemplo máximo de todas as aberrações, agora o cara é mais um santo do mundo dos mortos. O povo o louva, idolatra. Os programas de TV, os jornais, as revistas, os populares, todos se desmancham em elogios. Já se gastou tanta grana para homenagear Michael Jackson, que daria, traquilamente, para saldar sua dívida de 420 milhões de dólares, não?
Mas quem é que socorreria o cara vivo? É melhor adorar o morto.
Sociedade hipócrita. Se amavam tanto Michael Jackson, porque não fizeram uma "vaquinha" para pagar as dívidas do cara? Ou então para pagar pesquisas ara amenizar os efeitos de vitiligo, cancer de pele ou mudança de cor? Sei lá, qualquer coisa que desse respaldo a tanto amor post mortem.
Amam nada! Adoram nada! As pessoas estão tão perdidas que já nem sabem mesmo se amam ou odeiam e nem quando é que devem fazer isso. Apenas seguem, sem pensar, o cardume de peixinhos que, individualmente, não se dão valor algum.
E sabe para onde todos caminham, né? Para o mesmo pó para onde foram seus deuses...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Celibatário Paraguaio

O Paraguai ganhou a fama de ter um dos maiores comércios de falsificações do mundo! Mas estas não eram produzidas lá. Vinham, sobretudo, da China.
Mas há uma falsificação genuinamente paraguaia agora. Trata-se de seu ex-bispo, o atual presidente, Fernando Lugo. Ele teve que deixar a batina para abraçar a política. Mas já deveria ter deixado a batina há bem mais tempo, e não para abraçar a política, mas sim, as mulheres, com quem deitou e rolou... Sim, sua Eminência, enquanto sacerdote, abraçava muitas mulheres; O suficiente para ter filhos com elas.
A coisa só começou a se tornar pública porque o santo homem não estava cumprindo com seus deveres de pai! Já pensou? Um padre "padre" mesmo?
Mais uma vergonha saída das saias manchadas da religião. Pregam uma coisa e fazem descaradamente outra. Primeiro proíbem desarrazoadamente o casamento de seus sacerdotes. Depois toleram fornicação e adultério bem no meio da alta cúpula.
Não é de admirar que as pessoas encarem a religião de forma tão leviana. Se olhada com muito cuidado, mesmo que as pessoas sejam sinceras e estejam realmente procurando encontrar a verdade, precisarão de muito cuidado para escapar de tanta sujeira.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Escolher é Poder


Você cresceu ouvindo que querer é poder, mas trata-se de um engodo. Querer é fácil, o difícil é escolher. As escolhas que fazemos podem nos dar ou drenar o poder. O direito de escolher é a inestimável dádiva divina de exercitar o arbítrio.
Mas, como tudo o que confere poder, há um obstáculo, vencido por muitos poucos: saber escolher. Todas as desventuras humanas são resultado de escolhas erradas. Quiseram e simplesmente fizeram, acreditando que o verdadeiro poder estar em fazer o que se quer, quando na verdade, é fazer o que se deve.
E como escolher entre o que queremos e o que devemos?
Está aí a grande charada da vida. Ou você aprende a fazer as escolhas certas, ou passará a vida dando cabeçadas, acreditando que esta é a triste dinâmica da natureza. Não é. Mas a escolha é sua. Você pode escolher ou não acreditar nisso e ter ou não o poder de mudar as coisas.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Pois é

Pois é.

Já estamos em 2009. Desde 2001 que toda virada de calendário eu me lembro dos Jetsons. No século 21 teríamos robôs fazendo serviço braçal, carros voadores, esteiras e escadas rolantes a nos levar para todos os cantos.

No mundo da realidade, nos jornais, aclamava-se a nova ordem mundial, a aldeia global, os avanços no entendimento entre os povos. Mas oito anos se passaram e não há carros voando, o conforto da vida moderna está enfartando a população e a paz da nova ordem mundial mostrou-se um engodo. Os pobres continuam a culpar os ricos que continuam a explorar os pobres. Os judeus continuam a odiar os árabes que continuam a odiar tudo. O ódio é a ordem do dia no mundo todo.

Tempos críticos, difíceis de manejar. Homens amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, maldizentes, orgulhosos, que não amam nem a seus próprios irmãos, traidores, teimosos, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus... As palavras de Paulo a Timóteo soam como notícia de primeira página dos jornais modernos... Últimos dias.

E o que o "homem" conseguiu produzir?


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Amor

"Não é o perfeito, mas o imperfeito que precisa de amor"...
Certa vez, recebi uma mensagem que entre outras coisas dizia: "Me ame mais quando eu for muito chato, pois é quando mais preciso do seu amor"...

Às vezes é difícil amar quem insiste em não ser amado, então eu sublimo. Protesto sempre contra sua condição obtusa, mas nada acontece. Então sofro calado, dentro da minha armadura e finjo não me importar. Mas confesso que faria de tudo para que alguém com olhos de raio-x pudesse olhar além da máscara e ver que o rosto que ironiza esconde um coração que chora.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Homo Economicus


Na revista Veja da semana passada havia uma matéria amedrontadora: a humanidade já consome mais recursos do que o planeta produz. Anuncia-se um colapso total num tempo não muito distante. Numa outra página há uma matéria lamentando a provável recessão e a queda no consumo em virtude da crise nos States. É claro que as duas matérias foram escritas por pessoas diferentes, com opiniões diferentes sobre consumo e sustentabilidade e apontam para a dicotomia existente na nossa sociedade. Sabemos que estamos destruindo o planeta com nossa voracidade por recursos, mas não queremos desacelerar a economia. Por isso cria-se artifícios para vender o que não existe e fazer dinheiro de mentira – o estopim da crise.

Afinal de contas a crise deveria ser considerada benéfica, pois desaceleraria o consumo e é isso o que o planeta está precisando. Mas não é assim que o "alto comércio" deseja. Pelo contrário, as economias mundiais parecem desejar que o consumo permaneça alto e que os recursos do planeta se esgotem e então tenhamos uma crise permanente com escassez de verdade e não apenas o estouro de uma bolha.

Você já parou para pensar em quais bens de consumo são dispensáveis? Sem quais você viveria? É uma análise difícil. Não queremos abrir mão de nada, mas lamentamos as florestas devastadas, os mares e os ares poluídos. O trânsito está ruim, mas ninguém quer abrir mão do conforto do automóvel em relação ao transporte público. Você é mais homo sapiens ou homo economicus? Pense bem, muito bem e se surpreenderá com a resposta.

Sabe aqueles filmes de ficção científica em que a Terra é invadida por uma espécie que esgotou seu próprio planeta e agora quer se mudar para cá a fim de fazer o mesmo? Tem um fundo de verdade aí, só que os verdadeiros gafanhotos não virão de fora. São filhos da Terra mesmo.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Mulher Estranha


Para ter algum descanso do trânsito de Sampa, decidi vir trabalhar de trem hoje. Trata-se de um ambiente absolutamente desprovido de conforto, mas leva em traz com considerável ganho de tempo, em relação aos automóveis.

As pessoas dentro do trem estão mais egocêntricas do que nunca. Mal olham umas para as outras e seus aparelhos de mp3 dão-lhes uma força no quesito “se isolar”. Assim, o passageiro entra, coloca seus fones de ouvidos e, sentado ou em pé, esquece-se de tudo à sua volta, até porque isso torna a viagem menos enfadonha e sofrível.

Hoje, apesar de minha própria redoma invisível também estar ativada, estava prestando atenção a uma mulher “diferente” que estava sentada bem à minha direita (eu estava em pé, porque quem entra em Franco da Rocha fica sempre em pé). Tinha uma aparência bem simplória, se vestia toda colorida, e parecia estar terminando de se arrumar no trem. Devia ter acordado atrasada e dava os últimos retoques à estranha aparência e à higiene ali mesmo, no meio de todo mundo. (Afinal, uma mulher mais fina faz isso dentro de seu carro, mesmo que isso coloque em risco as vidas das pessoas fora dele...).

Então flagrei o momento em que ela desavexadamente tirou um tubo de creme dental da bolsa, passou um pouquinho na ponta do indicador e meteu entre os dentes, e, depois de massagea-los, ficou fazendo bochechos com o produto. Pensei: “Essa é arretada mesmo”. São Paulo é isso! Tem gente de todas as formas, cores e tamanhos. Mas gente sempre me surpreende.

Não demorou muito e entrou no trem um senhor bem velhinho e rumou para perto dos bancos, para tentar a sorte, já que ceder lugar, até para idosos, se tornou tão raro quanto ouvir um muito obrigado. Nos trens da CPTM ocorre um efeito interessante quando uma grávida, mulher com criança no colo, ou um idoso entra no vagão. Imediatamente a maioria dos sentados caem no mais profundo sono, outros perdem a visão periférica e passam a olhar fixamente na direção contrária ao indesejado passageiro. Ninguém se levantaria para o velhinho, exceto quem? A mulher da pasta de dente. Foi só ela ver aquele senhor em pé e prontamente ofereceu-lhe o lugar. E não só isso. Ela fez com que aceitasse sem culpa, explicando-lhe que ficaria bem.

Aí estava mais um “morde a língua Nilton”. Eu, que sairia do dali só para contar que vi uma mulher escovando os dentes no trem, agora formulava como contar que a mulher mais estranha do vagão era também a mais pronta a ajudar, a mais solidária. Amaldiçoei a estética, porque essa droga enverniza pessoas abomináveis fazendo-as parecer boas e nos faz fechar os olhos para a simples bondade que pode existir até nas pessoas mais estranhas. “Ponto para a estranheza!”. Não é feio ser estranho e ter hábitos não muito ortodoxos. Feio é ser insensível às mazelas da vida. E, Niltão, a verdadeira beleza está além do que os seus pobres olhos óticos podem ver.


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Enfim, paz!

Com o fim das eleições teremos paz por um ano e meio. Poderia ser mais tempo, mas aqui convocam-se eleições a cada dois anos. Acham melhor não obrigar nosso “ledo povo” a escolher coisas demais de uma vez.

Mas escolher entre o que? Entre o mau e o pior. Se você gosta de coisas bizarras deve ter assistido a algum debate e a um ou outro programa eleitoral. Percebeu como os candidatos se colocam? A coisa funciona assim: vote em mim porque o outro é pior que eu. Ó Dilema! Se eles dizem a verdade os dois não prestam. Se eles estão mentindo, os dois não prestam também. É uma questão de lógica. E você talvez pense que pode ser que um deles esteja mentindo e o outro esteja falando a verdade. De acordo com o imortal (imortal porque é da ABL, viu?) Paulo Coelho, “até mesmo um relógio quebrado está certo por duas vezes ao dia”. Pode ser mesmo. Pode ser também que existam a fada dos dentes, o pote de ouro ao pé do arco-íris e coelho da páscoa, aliás um coelho transgênico que põe ovos de chocolate; e malucos que usam relógios quebrados só para verem os dois únicos minutos, um de manhã e o outro de tarde, em que o relógio fica certo.

Não se iluda, meu amigo. Eles não têm respostas. Eles estão tão perdidos quanto nós. Pare e pense um pouco. Se não fosse pelo dinheiro e o poder de gerar dinheiro não haveriam tantos caras-de-pau a nos implorar apoio para depois nos darem seu desprezo e mais leis para nos criminalizar por muito tempo..., afinal quatro anos é muito tempo.

De qualquer forma, hoje estou assistindo minha TV mais tranqüilo. Não vou ouvir paródias do Kassab e nem da Marta. O Lindemberg já deu vida nova a 7 pessoas e a polícia está na berlinda novamente. Fora a crise dos States, nada de mais perturbador. Então... “sorria meu bem”, pois “São Paulo já sabe!!!”

domingo, 19 de outubro de 2008

Corra que a polícia vem aí


Acho que posso dizer que esta semana foi pródiga em trapalhadas policiais.
Eu vi um episódio de polícia contra polícia e, confesso, foi como se assistisse um jogo de futebol de dois times que não conheço. Hora torcia por um, hora por outro... Loucura. Nunca mais repreendo meus filhos por assistirem Pokemon. Enquanto, numa TV eles torciam por Pikachu, na outra eu não sabia se torcia pelos civis ou militares.

Depois, no final de uma semana de um sequestro sem sentido, vi a polícia, na boa intenção, fazendo uma besteira encima da outra. Aconteceu o que deveria ter acontecido. A mocinha morreu e o bandido viveu.

A polícia está tão desmoralizada que já não sabe mais o que fazer. O seu dilema era óbvio: o que fazer para não matar aquele imbecil? O que fazer para não deixar aquele imbecil matar a moça? Eles sabiam que se matassem o rapaz, a imprensa, as sociedades protetoras de predadores sociais, todos os falsos moralistas fariam de tudo para mandar alguém para a cadeia, como tentaram fazer com o o Cel. Ubiratan. Eles estão com medo, porque o Coronel só escapou da pena (escapou nada!!!) por sorte! Então, fizeram o que a nossa sociedade torta já fez – inverteram os valores e primaram pela integridade física do marginal. Deu no que deu.

Agora, me pasma observar que ainda não estão pichando os policiais porque desceram o pau no bandido enquanto o prendiam. Por enquanto, não é?

E a briga dos "cana" heim? Prefiro ver o Picachu torrando a equipe Rocket!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Meus pensamentos favoritos

Sobre os que gostam da sua sombra:
"Defunto, quando encontra quem o carrega, balança". (Dito popular)

Sobre os ingratos:
"Não te irrites se te pagarem mal um benefício; antes cair das nuvens, que de um terceiro andar." (Machado de Assis).

Sobre os sábios vs inteligentes:
"Inteligente é aquele que sabe satisfazer seus desejos. Sábio é aquele que os domina"

Para os estressados:
"Você não vai viver mais por estar ansioso com o dia de amanhã. Basta a cada dia o seu próprio mal" (Jesus Cristo)

Para os empreendedores:
"A corrida não é dos ligeiros, nem a batalha dos poderosos, nem tampouco são os sábios os que têm alimento, nem tampouco são os entendidos os que têm riquezas, nem mesmo os que têm conhecimento têm o favor; porque o tempo e o imprevisto sobrevêm a todos eles..." (Rei Salomão)

Para os incompreendidos:
"Apenas grandes homens podem possuir grandes defeitos."

Para os rejeitados:
"Ai de vós quando todos os homens falarem bem a vosso respeito" (Jesus Cristo).

Para os preguiçosos:
"É melhor cumprir a mais humilde tarefa a desperdiçar meia hora."

Para os carrancudos:
"Você não vai ficar mais pobre se oferecer um sorriso a alguém, mas vai tornar mais rido o dia deste."

Para os workaholics:
"Não trouxemos nada ao mundo e não levaremos nada daqui" (Apóstolo Paulo).
"Quem terá então as coisas que armazenaste?" (Jesus)

Para os que fizeram uma promessa:
"Sempre que fizeres um voto diante de Deus, não hesites em pagá-lo, pois não há agrado nos estúpidos. O que votares, paga. Melhor é que não votes, do que votares e não pagares
" (Bíblia)